O cenário de due diligence técnica para fusões e aquisições mudou bastante em 2026. Um relatório recente da Pharos Production mostra que investidores estão olhando com lupa para empresas de IA, blockchain, FinTech e SaaS, identificando três sinais de alerta que costumam surgir juntos e exigem avaliação integrada de riscos.
A Pharos Production publicou o estudo “State of Tech Due Diligence 2026”, que analisa transações reais dos últimos meses. O documento destaca que problemas de arquitetura, qualidade de código e dependência excessiva de modelos de IA sem governança adequada aparecem simultaneamente na maioria dos casos analisados.
Esse movimento acontece agora porque o volume de rodadas e aquisições envolvendo ferramentas de IA cresceu rápido nos últimos dois anos. Reguladores e fundos passaram a exigir mais transparência sobre como essas soluções são construídas e mantidas, especialmente quando envolvem dados de clientes e fluxos automatizados.
O que torna o relatório relevante para quem empreende no Brasil é a possibilidade de usar os mesmos critérios de avaliação para revisar a própria operação antes de buscar investimento ou simplesmente para ganhar eficiência.
O que aconteceu
O relatório aponta que os três principais sinais de alerta identificados — arquitetura técnica frágil, ausência de documentação de modelos de IA e exposição excessiva a fornecedores de SaaS — raramente aparecem isolados. Quando surgem juntos, aumentam significativamente o tempo e o custo da due diligence.
Por que isso importa agora
Com o mercado brasileiro de automação crescendo, muitas PMEs estão adotando ferramentas de IA sem estrutura clara de governança. O estudo mostra que essa falta de organização é exatamente o que investidores mais penalizam em 2026.
Impacto nos negócios brasileiros
Para empreendedores de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais que vendem serviços B2B, o recado é prático: organizar processos internos reduz riscos e melhora resultados visíveis como tempo de resposta e taxa de conversão. Um gestor de CRM com IA bem configurado, por exemplo, mantém os dados limpos e rastreáveis, algo que due diligence valoriza.
Casos de uso com agentes de IA
- Um assistente comercial com IA classifica leads automaticamente e agenda reuniões, reduzindo trabalho manual da equipe comercial.
- O gestor de publicidade com IA ajusta campanhas em marketplaces e Google Ads com base em dados reais de conversão, gerando relatórios prontos para análise.
- Um agente de operações com IA coordena tarefas entre marketing, vendas e atendimento, criando trilhas auditáveis que facilitam futuras auditorias.
- O agente de relatórios com IA consolida indicadores de desempenho da equipe diariamente, eliminando planilhas manuais.
Riscos e oportunidades
Empresas que não organizarem seus fluxos correm o risco de perder velocidade em negociações ou terem valuation impactado. Por outro lado, quem já usa automação de vendas com IA e integração de IA com CRM demonstra maturidade operacional, o que se torna vantagem competitiva.
No Brasil, a adoção de um AI agent para qualificação de leads e respostas a clientes 24/7 já entrega ganhos mensuráveis de conversão e redução de carga de trabalho para times pequenos.